sábado, 2 de junho de 2012

Amores



Texto do Professor e Blogueiro Arariense: Ailton Barros.
 

 
Que outra forma há para explicar o amor, se não, amar?
Os poetas  tentam responder esta indagação.
 

Como um garoto ingênuo que brinca com as palavras,  afogo-me na ousadia, para dizer que não há literatura convergente para o amor.

Há aqueles que não amam ou fingem não amar, há quem ama demais, há quem ama de menos, há quem ama e bate, há quem apanha por amar.

Sei de quem amou calado e quem gritou pra todos ouvirem, quem foi correspondido e quem foi desprezado sem uma chance.

Sei de amores impossíveis, assim como sei daqueles imprevisíveis, sei também de uns sem cor, sem um vintém no bolso, uns até sem bolso, eu já vi.

Descobri dias desses os vários sabores, tem deles suaves e altos, ríspidos e baixos, magros de menos ou gordos de mais, tem sempre um atrás de uma carta, assim como um piano chora por uma ponta de sapatilha.

Tão longe ou perto, a galope ou com tração, a remo ou na sola do pé, sem asas e voando, sempre há um pairando entre nós.

Como areia da praia ou milho aos pombos, como soja no   Sul   ou água do mar, tá assim de coração correndo atrás, mas não se iludam, o amor não se pode ter.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Flautas in Deletação



de: José Maria Souza Costa



Uma tragada à madrugada,
Mais um outro cigarro,
Uma cigarrilha qualquer.

Uma descontração,
Um pigarro, ou um outro sarro.
Afinal, para quê mesmo, serve um cigarro ?

Para alimentar a vaidade?
Para enfeitar a tosse ?
Para galantear, os pulmões e enfeitar a tara.

Afinal, para quê mesmo, serve  um cigarro ?
Conta-me.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Arroz, feijão, Ovo ...



de: José maria Souza Costa
 
 

E eis que derepentemente, surge um cidadão de nome Guido Mantega, fantasiado de Ministro de Estado da Economia, bocejando, que os impostos sobre a " negociata" de carros, estarão menores. Que os mesmos impostos, sobre o material de construção ( cimento, areia, tijolo, etc.) também, deixarão de existir. Que o IOF ( imposto sobre operação financeira) será reduzida.
 
Sim, cara pálida, tudo bem, excelente, tudo muitíssimo bem.
 
- E os impostos sobre o: arroz, feijão, ovo, carne etc...etc ? berra irritado o idiota do trabalhador
 
Trabalhador, é mesmo um idiota, vai querer redução de impostos, sobre gêneros alimentícios? Não adianta berrar á porta do Ministro, que o mesmo não entende o clamor, nem das ruas, e nem dos estômagos dos famintos. Espalha-se, a gentália da Cracolandia, para enfeitar os olhos das lentes televisivas, e desviar a desgraça, que embrulha-se, ao estomago de cada um cidadão do bem.
 
Cada um, espalha a brasa, para assar a sua sardinha. Em sampa um kilo de feijão custa a bagatela de R$ 12.00 ( doze reias), estou escrevendo feijão, e não aquela coisa de quinta categoria, que em alguns supermercados, estam exposto nas gondolas por R$ 6,70 ( seis reais e setenta centavos) Escrevo assim, por que eu vou a supeermercados e faço as minhas compras.
 
Nada contra impostos para carros. Mas, esses cara pálidas, vivem vomitando, que cidades, como São Paulo, necessitam é de Transportes Públicos, por que então, as querem com automóveis ? Apesar de que, eu nunca encontrei um "cueca suja  politico", nem no metrô, e  em onibus nem pensar.
 
Eles estam sempre em seus helicópteros, fugindo dos engarrafamentos e da população que lhes assegura tais mordomias.
Enquanto isso, a roda da paciência humana irrita-se e desvirgina-se.
Aplausos, Brasil.


terça-feira, 15 de maio de 2012

A Visitação

TEXTO do Professor, Acadêmico e Arariense:  Cleilson Fernandes.


 

Hoje eu não quero nada, não digo nada e nada espero. Não remoerei passados nem me aventurarei no presente, tampouco especularei sobre o futuro. Hoje, serei simples e naturalmente aquilo que sou na essência, sem excessos selvagens, mas curtindo meus impulsos mais animais; sem moldes de conceitos e ideais impostos pelo convívio sócio-hipócrita, nem por isso me rebelando; sem ego demais, mas sem espreitar valores que me obriguem a ser mais os outros que a mim mesmo. 

Tão puramente aproveitarei meu dia o que foi feito de mim até então. Sentirei o sol sobre minha pele, a lua sob minha imaginação e assistirei - sem muita atenção - o filme repetitivo que é o dia-a-dia do Homem sobre a terra, sem nem me importar se o mundo gira ou se Deus se esconde. Quero apenas e tão somente CONTEMPLAR O SENSÍVEL, IMAGINAR O INVISÍVEL E SONHAR O IMPOSSÍVEL. 

Nossa! Como é maravilhoso o sabor dessa liberdade que sou eu, nessa aventura existencialista de poder me me curtir mais do que a ninguém, se possível de canudinho e com gelo, nessa manhã que promete, nessa tarde que aquece e na noite que embriaga de mistérios.

Quero sentir-me por inteiro e sem intervalo até eclodir um auto-gozo que me aumente os órgãos e arrepie a alma; que me faça viajar no mais íntimo de meus mistérios, transcorrer pelos poros e derramar-me nas terminações de cada pelo.

E quando voltar dessa viagem esplêndida, quem sabe eu volte mais eu mesmo, terei me tornado muito mais o que sou. Talvez, eu até venha melhor com outros, mas com certeza retornarei mais e melhor comigo mesmo e esse universo em meu corpo, esse dinamismo de minha alma, essa latência de ser. 

Mas, por hora, quero unica e simplesmente continuar essa visita a mim mesmo, há tanto tempo devida e objeto de incontáveis promessas. Eis-me, pois, a mim mesmo, necessário e proveitosamente por alguns instantes sagrados, nesse mundo também profano que sou.


Cleilson Fernandes

contato@cleilsonfernandes.com 



terça-feira, 8 de maio de 2012

Mãe, a Pedra Angular.


de: José Maria Souza Costa
 

 

Mãe, é ser a pedra angular e reta do discernimento.
É nominar a lógica, com a    métrica fértil do saber.
É ser um espelho,    nas páginas de um elo capaz.
Mãe, é enumerar o cotidiano, de cada um momento.
É entretecer num abraço com dores, ou sem prazer.
É deixar levar-se pelo amor perene que conduz a paz.
 

Ser Mãe,     é aceitar as curvas paralelas das dores.
É agasalhar o feto morto, e dizer, que amou demais.
É erguer-se da cama,  e agonizar-se pelo que faltou.
Mãe, é para enfeitar as vozes, como fossem tenores
Que deliram em sons,       como os imitáveis pardais
Que não desafinam as partituras, que o tempo afetou.
 

Mamãe, que saudade, dos tempos que não voltam mais,

Que falta faz-me, no instante profundo, delirante da agonia
Que empalidece a minha alma fragil e condoida profundamente.
Como é duro flertar no tempo,       sem as ondas do velho cais,
Aonde afoga-se a visão num horizonte descolorido  de ventania.
Mas, não esqueça, aonde estiver, te amarei mui eternamente.


sábado, 5 de maio de 2012

VOU TE SEGUIR



de: José Maria Souza Costa
 

 
As pessoas passam mui rapidamente,
A passos largos,
Apressados.

Uns seguem pra lá,
Outros, seguem pra cá
Caminhando, caminhando,
Rastejando-se nos pés, e com os pés.
Pra onde, essa gente decente, vão e vão ?

As pessoas passam mui apressadamente
Olhando, curiando, mostrando-se ao tempo
E girando como um catavento, no tempo e com o tempo,
Mergulha-se na pressa, e continua a caminhar em seu cai e cai, e
A girar, por que precisa sempre caminhar e caminhando, indaga:
- Pra onde, essa gente vai ? 


domingo, 29 de abril de 2012

CAMINHANDO E Caminhando


de: Jose Maria Souza Costa
 
 

Não serei o seu terno, e muito menos  sua gravata, essa  coisa fashion, que circunda a retina e arrebanta os desejos e assanha os sonhos. Prefiro ser essa camisa, que voa na direção de um corpo qualquer, e desliza como fosse um barquinho de papel, agitado pela correnteza da liberdade. Este chambre, que cobre-me de paz, que não deixa-se incomodar com o prostibulo das negras nuvens, mesmo consciente, que vai-se pertubar em um corpo estranho.
 
Aquele que pertuba-se, por que não consegue desviar-se das tropegas pernas, é cioso que os senhos hão de prostituir-se, para que o corpo possa despertar.
Não deixe  a alma ser assim. O tempo que sopra por uma janela, é  o mesmo que faz-se carregar pelo vento  da liberdade, e sacode as ribanceiras que atravessam a paciência em um vilarejo.
 
O que é mais vital em uma vida, que a liberdade ?
 
Faça do seu olhar um cais, e do brilho nos olhos, um xote, e permita desaguar no tempo a sensualidade dos momentos que os braços, abraçarão a voz  de quem não deixou cheiro em sua cama.
Somos a tese que entornas, em suas apostas, se estás presas, apressa-te, e a que horas, você voltas ?
 
Por que fazer o bem, custa desprezo ?
 
A janela vaza o olhar, assim como a camisa agarra-se ao aromatico do ser, para fantasiar-se e exibir-se, às narinas femininas, que borram os sorrisos  com a textura de um suspiro. Escutas, de leve, eu te acenava  em silêncio. Por que até mesmo a mais sutil melodia, há de reluzir paralelo a ti, para que haja liberdade e cor.
 
Eu sou a tua liberdade brilhante, bailando em sua retina em movimento. Ou a correnteza vazante, saculejante que segue adiante, sem gravata, sem bravata, que corre, cora e decora os ares das madrugadas, amadas, talhadas em liberdade.